Reabilitação

Punho e Mão

Devemos lembrar que se trata de uma região onde existe pouco suporte de músculos. A pele também é mais fina que em complexos articulares semelhantes, como a do tornozelo.

Punho e Mão

Principais lesões

Fraturas do punho

Geralmente, o punho é fraturado quando as pessoas caem sobre uma mão estendida, com a palma da mão voltada para o chão. Em consequência, o rádio é fraturado próximo ao punho, e sua extremidade é deslocada para cima, na direção do dorso da mão. Esse tipo de fratura é chamado de fratura de Colles.

Menos frequente, o punho é fraturado quando as pessoas caem com a mão flexionada, batendo com a parte do dorso do punho no chão. A extremidade fraturada do rádio é deslocada para baixo, na direção da palma da mão. Esse tipo de fratura é chamado de fratura de Smith.

As fraturas do rádio podem estender-se à articulação do punho.

O nervo mediano, nervo que passa pelo túnel do carpo e percorre até a palma da mão e alguns dedos, pode ser danificado.

Nesses tipos de fraturas, o paciente fica com o punho dolorido, inchado e sensível. Se o nervo mediano for danificado, as extremidades dos dedos ficam dormentes e com dificuldade em apertar o polegar e o dedo mínimo juntos.

O tratamento resume-se em realinhamento dos ossos fraturados, feito com ou sem cirurgia.

Fraturas do escafóide

O escafóide é um dos 8 ossos do punho, localizado próximo à base do polegar. Suas fraturas geralmente resultam de uma queda sobre uma mão estendida.

Essas fraturas podem interromper seu fluxo sanguíneo, causando algumas complicações, como:

  • O osso não pode se consolidar podendo deteriorar-se e sofrer colapso;
  • O tecido pode necrosar, resultando em osteoartrite e incapacidade;
  • Os ossos podem não voltar a se juntar (chamado não união).

O lado do punho onde se encontra o polegar fica sensível e inchado. Girar o punho é partilarmente doloroso.

O tratamento resume-se em realinhamento e imobilização dos ossos fraturados, feito com ou sem cirurgia, podendo levar de três a quatro meses para se consolidar.

Síndrome do túnel do carpo

Túnel do carpo é uma passagem anatômica, localiza na porção anterior do punho, formada por um arco de ossos e por um forte ligamento, o Ligamento Transverso do Carpo. Dentro deste túnel se localizam os tendões flexores para os dedos (total de 9) e o nervo mediano. Esse nervo é responsável pela sensibilidade do polegar, indicador, dedo médio e a metade interna do dedo anular.

Síndrome do túnel do carpo é o conjunto de sinais e sintomas (dor, dormência, formigamento, falta de força) causados pela compressão do Nervo Mediano no punho.

Tratamento

A fisioterapia pode atuar de várias formas no tratamento conversador e pós-cirúrgico, visando diminuição do edema, diminuição da dor, ganho de ADM e retorno do paciente às suas funções.

Após a cirurgia, é comum a retirada dos pontos no 15º P.O. No pós-operatório imediato, podemos aplicar mobilização digital e a aplicação de crioterapia é muito importante para promover efeitos analgésicos na fase aguda, diminuição de espasmos musculares, vasoconstrição, edema.

Exercícios de fortalecimento muscular podem ser iniciados somente após a terceira semana, de maneira parcial, e completa após seis a oito semanas.

As técnicas de mobilização neural contribuem para a redução de dor e atual no suporte nutricional e retorno venoso intraneural, restaurando a propriedade viscoelástica do tecido neural e restaurando d mobilidade fisiológica sem utilizar uma tensão exagerada no nervo.

Alongamentos musculares dos flexores dos dedos e punho atuam na melhora da funcionalidade a aumentam a formação do líquido sinovial, reduzindo o atrito entre as bainhas, evitando a inflamação.

Não podemos esquecer que é muito importante a orientação quanto às atividades da vida diária, de forma que privilegiem e biomecânica funcional do membro.

Fratura de Colles

No caso de fratura reduzida sem cirurgia, porém com imobilização, iniciamos, precocemente, exercícios passivos e ativos de amplitude de movimento de todas as articulações não envolvidas (dedos, ombro e cotovelo). Os objetivos principais desses exercícios são: manutenção da força muscular, recuperação da amplitude de movimento e prevenção de restrição articular.

No caso de fratura reduzida com cirurgia, precocemente, realizar, também, os exercícios passivos e ativos das articulações não envolvidas. É importante ressaltar que estes exercícios não devam causar dor, talvez, no máximo um leve desconforto, o qual deva desaparecer tão logo a atividade seja interrompida.

Geralmente, a consolidação da fratura leva de 6 a 10 semanas, podendo variar de acordo com a idade do paciente e gravidade da fratura. Dessa forma, os pacientes de fratura de Colles, quando chegam para a fisioterapia, sempre apresentam: redução da ADM, perda de força muscular, dor e edema.

Primeiramente, o tratamento deve visar ganho de ADM e de força muscular através de cinesioterapia (flexo-extensão, prono-supinação e desvios radial e ulnar). Inicia-se com exercícios passivos, evoluindo para ativo-assistidos, ativo-livres e resistidos.

Para evolução do quadro, podemos lançar mãos de quaisquer técnicas que julgarmos mais adequadas a cada caso, como técnicas de mobilização articular (Maitland, Mulligan, Kaltenbourn), técnicas de bandagem, eletroterapia, Osteopatia, Quiropraxia, etc.

Fratura de Smith

O tratamento de fisioterapia para uma fratura de Smith deve ser focado em alívio da dor, ganho de ADM, diminuição de edema e ganho de força muscular, para retorno à função do paciente.

Deve-se iniciar o tratamento com crioterapia ou laserterapia, e logo depois, tratamento de cinesioterapia, com mobilização cicatricial (no pós-operatório), massagem local, ganho de arco articular, alongamento passivo, e evoluir para mobilização de punhos sem resistência e, quando possível, com resistência, trabalho de propriocepção e movimentos ativos (principalmente pronação e supinação).

Como no tratamento de fratura do Colles, para evolução do quadro, podemos lançar mãos de quaisquer técnicas que julgarmos mais adequadas a cada caso e a cada fase do tratamento.

Fratura escafoide

O tratamento inicial deve visar diminuição da dor, ganho de ADM, já que a região acometida permanece um longo tempo de imobilização, e diminuição do edema.

Os exercícios de ADM (arco de movimento / amplitude de movimento) ativo de flexão de punho, extensão de punho (com flexão de dedos para isolar os extensores de punhos) e desvios tanto ulnar quanto radial são em uma amplitude de movimento quer não cause dor ao paciente.

Exercícios de fortalecimento são contraindicados até que a lesão esteja totalmente cicatrizada, a ADM ideal seja alcançada e a dor esteja controlada.  

 

  • Fratura escafoide: O tratamento inicial deve visar diminuição da dor, ganho de ADM, já que a região acometida
  • Síndrome do túnel de Carpo: Seu tratamento pode ser realizado com ou sem cirurgia, dependendo do nível de comprometimento e dos sintomas que o paciente apresenta. O objetivo do tratamento é realizar a descompressão do nervo mediano.   

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