É notável o aumento do número de pessoas preocupadas com o corpo e a saúde nos últimos anos, principalmente depois do surgimento das redes sociais, onde muitos influenciadores digitais postam dicas de treino, dietas e estilo de vida sem ter formação na área, o que pode desencadear uma série de informações falsas e prejudiciais a saúde.

No Comitê Olímpico de 2016 foi debatido uma nova síndrome, chamada de RED-S (Relative Energy Deficiency in Sport) ou Síndrome de Deficiência Energética Relativa no Esporte. Essa síndrome é uma inadequação do equilíbrio energético para a modalidade praticada, ou seja, a ingestão insuficiente calórica-proteica acarreta em diversas disfunções hormonais, entre outras.

Os portadores da síndrome podem desenvolver outras alterações no corpo, como anemia, fadiga crônica, aumento do risco de infecções além de alterações no perfil lipídico e alterações na função vascular com aumento do risco de infarto e derrames cerebrais.

Também foi observado que há uma diminuição na densidade óssea (que sofre com o efeito catabólico) que é de difícil reversão, podendo haver fraturas por stress e necessidade de cirurgia, e de consequências graves a longo prazo.

Apesar da predominância do sexo feminino quando tratamos dessa síndrome, os homens também são muito afetados. A diferença é que a dieta com baixa porcentagem calórica-proteica interfere na produção de testosterona causando perda muscular e perda da massa óssea.
Para o diagnóstico, é feito primeiro uma série de exames para descartar outros possíveis problemas. Dentre os sintomas, temos: alterações no humor e sono, queda do rendimento, aumento de lesões osteo-articulares, redução da taxa de crescimento em adolescentes, perda exagerada de peso, alterações menstruais no sexo feminino e perda de massa magra e óssea no sexo masculino. Para ajudar no diagnóstico, pode ser feito um “Questionário Rápido de Desordens Alimentares em Atletas” (BEDA-Q) que ajuda tanto no diagnóstico como no acompanhamento de atletas ao longo de todo o tempo de treino.

O tratamento envolve todo o trabalho de equilibrar os gastos e ganhos energéticos e também o tratamento individual de algum problema que possa ter surgido em decorrência da Síndrome. O ideal é o atleta conseguir acompanhamento com nutricionistas, psicólogos, fisioterapuetas, médicos do esporte, endocrinologistas e até mesmo ginecologistas (para o sexo feminino). Muitas vezes é necessário o afastamento do atleta das atividades físicas pelo tempo do tratamento, apenas um médico pode determinar. Qualquer pessoa pode apresentar a Síndrome, então é recomendado o acompanhamento com profissionais desde o início dos treinos.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/sindrome-de-deficiencia-energetica-altera-humor-sono-e-gera-queda-de-rendmento.ghtml

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