O estresse pode ser descrito como um estado. Acontece quando fatores extrínsecos ou intrínsecos, físicos ou mentais, ameaçam a homeostase, ou seja, o equilíbrio que deve existir entre todas as células e reações químicas do corpo. É uma resposta adaptativa do corpo frente aos estímulos ambientais.

No sentido biológico, tais estímulos desencadeiam uma série de reações hormonais com o objetivo de preparar fisicamente o indivíduo para que possa, na prática, lutar ou fugir. O estresse trata-se então de um sistema que auxilia a sobrevivência dos seres avisando-os quando há perigo e reagindo a isso.

Fisiologicamente, ele prioriza a atividade do chamado sistema nervoso simpático, que faz aumentar a frequência cardíaca, aumentando a pressão nas artérias, fazendo com que os membros recebam maior aporte sanguíneo, dando condições para que, literalmente, braços e pernas funcionem, de um jeito ou de outro, lutando ou fugindo.

A liberação desta série de hormônios como a adrenalina e principalmente o cortisol que, em doses moderadas não oferecem risco à saúde, quando estimulados excessivamente tornam-se tóxicos, prejudicando todo o equilíbrio interno dos incontáveis ambientes celulares que constituem nosso corpo. Quando estes desequilíbrios permanecem por muito tempo, temos então o que conhecemos por doenças.

E o momento mais comum desta hiperestimulação acontecer é em meio às emoções. É quando o tempo passa e não nos desligamos de um estado de estresse antigo, que na prática, só existe ainda na memória. Hoje, os estímulos que são dados para que este processo se inicie, não são mais situações reais de risco à integridade da pessoa, e sim, estímulos virtuais, ou seja, são pensamentos, percepções à respeito de fatos da vida que são interpretados como perigos iminentes, porém não são. Um rinoceronte correndo em sua direção é sim um risco eminente à sua vida, um pensamento que desencadeia uma emoção, não.

Muitas vezes então, por falhas em nosso sistema cognitivo, desnecessariamente mantemos ativa toda uma complexa rede de sistemas que envolve principalmente o sistema límbico (emocional), sistema endócrino e principalmente, o sistema imunológico que passa a ser afetado, atuando em sobrecarga ou, não obstante, reduzindo seu funcionamento e consequente eficácia em proteger o delicado equilíbrio que deveria existir nos incontáveis ambientes celulares que nos constituem. Quem nunca percebeu o surgimento de uma gripe, ressurgimento de uma herpes, agudização de dores crônicas, após um evento emocional? Todo um sistema que serve para nos defender, passa agora a nos atacar. E como nos livrar disto?

Com o avanço da tecnologia, muitos processos bioquímicos puderam ser detalhadamente observados e muitas questões desvendadas à respeito das influências da mente sobre o corpo e vice-versa. Em consequência disso novas linhas de pensamentos surgem, e talvez, uma destas boas linhas de raciocínio, seja o que denomina-se por Psiconeuroimunologia. A psiconeuroimunologia é uma nova área de estudos nas ciências da saúde, que busca perceber a interação entre os sistemas psicológico, endócrino e imunológico, ou seja, como fatores provindos da mente podem interferir fisicamente e danificar nosso equilíbrio celular.

Interessantes e importantes resultados têm se observado na prática clínica de enfrentamento ao estresse crônico, quando então associamos a Psiconeuroimunologia, ao antigo poder de cuidados e remissão de sintomas que a Medicina Tradicional Chinesa tem. Sabedoria milenar e ciência associadas, uma catalisando a outra. Saiba como elas podem lhe ajudar.

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